
VOTOS DE BOM ANO NOVO
MUITA SAÚDE
FELICIDADE

BOAS DEGUSTAÇÕES

BONS LIVROS



Recebi hoje um saquinho de rebuçados de ovos de Portalegre. Um presente que adoro e que guardo religiosamente no frigorífico e vou comendo até acabarem.
Alfredo Saramago, no livro Doçaria Conventual do Alentejo, infelizmente sem nunca citar fontes, refere-se a outros rebuçados de ovos, como os da Madre Teresa do Convento do Salvador e outros do Convento de S. Bernardo, ambos em Évora.
Não quero despertar inveja, mas o meu presente foi um saco, de fabrico particular, que tem seguramente mais de meio quilo de rebuçados. Vou-me deliciar.
Sendo o Pai Natal gordinho seria de imaginar que a sua alimentação fosse abundante.
No final seria de prever que teria alguma compensação. Um banquete ou pelo menos uma boa refeição. Mas tal não deve acontecer. Não há imagens do Pai Natal a comer.
Por sorte num dos meus postais vê-se o Pai Natal a confecionar bolos. Devia estar desesperado de fome. Nos restantes é representado sempre a trabalhar com o seu inefável sorriso.
Neste exemplo, existente num museu, vemos um objecto com múltiplas funções. Além do apito, tem um palito, uma lâmina para limpar as unhas e um objecto para limpar os ouvidos. O conjunto era suspenso de um fio em ouro, tornando-o muito prático. Foi encontrado nos destroços do navio Atocha, que se afundou em 1622.
O palito é o objecto dentário mais antigo e a sua história sobrepõem-se à da alimentação do homem. Em túmulos pré-históricos foram encontrados palitos em bronze, em osso, feitos de penas de aves, com conchas, etc.
A primeira fábrica de palitos de madeira surgiu nos Estados Unidos, em 1869, por iniciativa de Carles Forster. Referimos-nos ao seu fabrico industrial, porque a produção manual perde-se nos tempos.
O objecto mistério de hoje é um objecto utilitário, requintado, para ser usado na intimidade.
Ó Sal, pedrinha estimada,
António Sardinha
Nos últimos anos temos sido alvo de campanhas a incentivar a reciclagem. Devo dizer que sou uma fervorosa adepta e que separo os meu lixo rigorosamente, de acordo com a tipologia.
Tudo isto vem a propósito de uns sacos de pano que encontrei no meio dos panos de cozinha que vou juntando. Trata-se de um saco de arroz da Sociedade Industrial de Vila Franca, SARL, de 5 Kg, um saco de arroz de 1 kg da Cooperativa TPA do Vale do Sorraia e um outro de farinha de mandioca “Carioca”. Estão um pouco descorados pela lavagem, o que comprova o seu uso intensivo.
Neste caso, os sacos de pano de produtos alimentares, eram usados para guardar cereais ou leguminosas, ou, no caso dos maiores, para sacos de pão. Tudo era reutilizado. As noções de economia doméstica tinham- se implantado e as dificuldades económicas do país justificavam essas atitudes.
Mas olhando para trás, podemos concluir que a verdadeira reciclagem era feita antigamente quando, sem destruir os objectos, lhes eram atribuídos novos destinos. Temos ainda muito que aprender.