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domingo, 5 de maio de 2013

Uma chávena de Horniman's na Padaria Ingleza

 

 Neste poste estabeleço uma ligação entre a Padaria Ingleza, de que falei anteriormente  e o Chá Horniman's.
 Encontrei este interessante anúncio nas folhas de um jornal publicitário, sem nome nem data e que presumo, por outros anúncios, que terá sido publicado em 1895. Nele a Padaria Ingleza surge apenas com uma única morada, na Travessa Nova do Cais do Tojo, nº 15, e o seu proprietário era John Broomfield.
A firma era também designada por «English Bakery», nome que provavelmente seria mais adequado à colónia inglesa. Apesar de ter ficado conhecida pela designação portuguesa, não há dúvida que fazia jus ao seu nome. 
Na loja da Travessa do Cais do Tojo, o proprietário vendia o chá Hornimans, nas variedades verde e preto, vindo directamente de Londres, mas também «um grande sortimento de buns e bolos para lunch, sobremesa e chá».  
Vendia também biscoitos secos; pastéis de carne e peixe; bolos grandes; vol-au-vents (sistema inglês), o «genuíno brown bread muito recomendado pelos médicos para diabéticos»; pãezinhos para jantar e uma grande variedade de vinhos.
Estes dados levam-me a especular que Mary Ann Bloomfield, uma cidadã inglesa, comerciante e residente em Lisboa, que registou o nome «Padaria Ingleza» a 4 de Março de 1898, seria viúva de John Broomfiled. Seria ela que continuaria a obra de seu marido ampliando o negócio com a abertura de um segundo espaço comercial, como já dissemos anteriormente.

domingo, 14 de abril de 2013

Lisboa de Ontem e de Hoje: A Tenda Cunhal das Bolas

Em 1910 a firma António Nunes & Silva, comerciantes, estava estabelecida na rua da Rosa, nº 169, em Lisboa, quando registou a sua marca «Cunhal das Bolas» para os produtos que comercializava.

A loja designava-se «Tenda Cunhal da Bolas» e vendia produtos próprios de mercearia, cereais e legumes, mas funcionava também como depósito de vinhos e alcoóis vendendo aguardentes e licores, como se podia ler na fachada.
A ilustração da marca representava a própria mercearia com as duas portas abertas onde, ao fundo, se adivinhava a figura do proprietário António Nunes da Silva, por detrás do balcão.

Agradou-me a simplicidade e o realismo da imagem e fui de propósito ao Bairro Alto para fotografar o local, mas as obras do Hospital de São Luís dos Franceses, que passaram a englobar todo este edifício, não deixaram rasto da mercearia.
Não foi fácil localizá-la porque já não existem estas portas e os números de polícia no local saltam estes números.
Fotografei a parede lisa com o restante cunhal da bolas e fica aqui a imagem para memória.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Postais publicitários: Chá Lipton

Este postal publicitário ao Chá Lipton era oferecido pelos estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, então situados na Rua Garret, Nº 17 a 19, em Lisboa.
Tendo como tema uma bucólica paisagem japonesa, apresenta no verso a informação de que, contra a devolução de 20 etiquetas dos pacotes de chá, seria oferecido um lindo bule.

Seria o bule da imagem?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Castella ou kasutera, o Pão-de-ló japonês

Quando os portugueses chegaram ao Japão no século XVI, tiveram na cultura japonesa uma influência importante. Embora seja frequentemente referida a introdução das armas de fogo, houve outros  aspectos que foram mais marcantes, entre os quais está sem dúvida a influência na língua. A língua japonesa chegou a ter, segundo Armando Martins Janeira, mais de 40.000 vocábulos de origem portuguesa(1).
Variedade de Castella com chá verde
Muitos desapareceram, tal como iria acontecer com a influência religiosa exercida pelos nosso missionários, mas permanecem ainda muitas palavras no uso comum.
 Experimentem dizer em alto kasutera e está-se mesmo a ver um japonês a dizer castella.
É que uma das heranças portuguesas, que os japoneses mantiveram até hoje, foi o fabrico de um bolo, semelhante ao pão-de-ló, introduzido pelos portugueses no século XVI. É produzido na província de Nagasaki, onde é considerado um bolo tradicional. É feito com farinha, ovos, açúcar e xarope de milho e, tal como o nosso pão-de-ló, tem que ser demoradamente batido.
O bolo sofreu algumas alterações, com variantes que incorporam elementos agradáveis ao gosto japonês, como o chá verde, o côco, ou chocolate. Mas a sua base mantém-se fiel ao preparado inicial e continua a ser produzido pela mesma casa de Nagasaki, a Casa Shooken, fundada em 1681 e que se mantém até ao presente.
Em Portugal, existem variedades regionais de pão-de-ló que se tornaram características das regiões de origem, como o de Alfeizerão, o de Ovar, o de Margaride e o de Arouca. À excepçaõ do de Arouca, todos são feitos em forma redonda com buraco. Contudo o de Arouca, em especial o da freguesia de Burgo, distingue-se por ser preparado em formas rectangulares. É o que acontece também com o pão-de-ló japonês ou castella, o que lhes permite serem vendidos em fatias individuais.
Em Portugal é possível experimentar o castella, graças ao empreendorismo de Paulo Duarte um português que estagiou em Nagasaki, na casa Shooken e que em Lisboa abriu um salão de chá luso-japonês, a  «Castella do Paulo». Fica na Rua da Alfândega e vende vários tipos de doces japoneses. Aí se podem provar três variedades de castella: normal, com chá verde e com chocolate.
Pessoalmente, prefiro o nosso pão-de-ló de Alfeizeirão ou de Margaride, mas não posso deixar de elogiar, e de experimentar com prazer, este regresso à Pátria de um doce nosso tão antigo, interpretado pelos japoneses.

(1) Armando Martins Janeira (1914-1988) foi embaixador de Portugal no Japão e um estudioso das relações luso-nipónicas. O seu livro O Impacte Português sobre a Civilização Japonesa, marcou-me imenso. Infelizmente emprestei-o um dia e nunca mais o vi, pelo que não posso confirmar o número que refiro, que nos parece inacreditável, mas que fixei como verdadeiro.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As Padarias Inglezas

Dito assim, no plural, «As Padarias Inglezas» afiguram-se como um mistério que, no início, não foi fácil de resolver.

A 4 de Março de 1898 a cidadã Mary Ann Broomfield, de naturalidade inglesa, comerciante, residente em Lisboa, fazia o pedido de registo do nome «Padaria Ingleza», estabelecida na Rua Cais do Tojo, 15(1). Ao mesmo tempo pedia também o registo do nome «English Bakery». Contudo, seria pelo primeiro nome que a sua padaria ficaria conhecida em Lisboa.

Hoje no local, só resta um prédio desinteressante mas foi uma loja considerada pelos seus produtos e ponto de encontro de muitos lisboetas. Entre eles salientava-se Fernando Pessoa que ali se encontrava com a sua amada Ofélia.

Em carta datada de 2 Agosto de 1920, Fernando Pessoa escrevia: «Querida Nininha pequena: Estarei no Conde Barão à tua espera das 8 às 8 1/2. Estou escrevendo de onde vês pelo papel, e o Osório vai fazer-me o favor de te levar isto, a casa da tua irmã.
Olha: estarei no Conde Barão, mas no recanto da Padaria Ingleza entre as duas horas citadas, que, creio, te serão convenientes» (2).
Numa outra carta, de 12 de Agosto de 1920, Ofélia respondia:
«Meu Nininho, Afinal hoje estive à tua espera desde as 5 para as 5 até às 6 h, e não houve forma de te ver, nem tão-pouco te interessaste em combinar forma de nos falarmos amanhã....
Estarei também às 8 horas no Cais do Tojo, ao pé da Padaria Ingleza...»

Foi o sucesso desta Padaria que fez abrir uma outra loja, com o mesmo nome, no Largo de S. Julião, 19. Num prédio pombalino foi feita uma adaptação num estilo “Arte Nova” puro, com uma fachada em ferro e apresentando vitrais no mesmo estilo, ao nível do 1º piso. Estas alterações, realizadas em 1907, ficaram a cargo do construtor Carlos Mestre Rodrigues.
A antiga Padaria Ingleza do Largo de São Julião foi mais tarde comprada para filial do Banco Borges & Irmão, que seria adquirido pelo BPI em 1991, e encontra-se presentemente fechada.

O reconhecimento da qualidade  dos produtos da Padaria Ingleza era grande, como podemos ver pelo anúncio publicado na Gazeta de Coimbra, de 1927, que anunciava a venda de Bolo Rei na Leitaria Conimbricense e um sortido variado de doces e bolos, em que se salientavam os «Bolos ingleses da conhecida e acreditada Padaria Ingleza de Lisboa».
No Natal de 1930, existia ainda a Padaria Ingleza no Cais do Tojo como o mostra a fotografia da sua montra num concurso de Montras Nestlé, publicado na Ilustração Portuguesa, no número de Natal(3).
Em conclusão, existiram ao mesmo tempo, em Lisboa, duas lojas, pertença da mesma proprietária, com o nome de «Padaria Ingleza», como nos revela a peça em cerâmica, produzida pela Fábrica de Sacavém.
Assim termina o mistério da Padaria Ingleza, com duas moradas, correspondendo uma delas a uma filial. Numa época em que estas ainda eram pouco frequentes traduzia, sem dúvida, um negócio de sucesso.

(1) Pedido de registo publicado no Boletim da Propriedade Industrial de 30 de Novembro de 1898, p. 76.
(2) Cartas de Amor. Fernando Pessoa. (Organização, posfácio e notas de David Mourão Ferreira. Preâmbulo de Maria da Graça Queiroz), Lisboa: Ática, 1994.
(3) Illustração Portugueza, No. 120, Natal, 16 de Dezembro,1930.

domingo, 18 de setembro de 2011

Os Estabelecimentos Val do Rio

No início do século XX Abel Pereira da Fonseca, um agricultor e empresário que possuía várias propriedades agrícolas na região do Bombarral, fundou a Companhia Agrícola do Sanguinhal. Viria posteriormente a constituir a Sociedade Comercial Abel Pereira da Fonseca, de que fazia parte uma rede de lojas de distribuição e venda dos seus produtos, designada Estabelecimentos Val do Rio.
Tendo chegado a cerca de cem lojas, distribuídas sobretudo por vários bairros de Lisboa, representavam uma versão moderna das antigas tabernas, mais limpas e higiénicas onde, a par da venda de vinho ao balcão, se passaram a vender outros produtos da sua produção. Na grande maioria, com grandes balcões de mármore, dispunham as garrafas dos vários vinhos, azeite e vinagre em prateleiras fixas nas paredes.
Ainda me lembro de ir a uma delas, situada no Príncipe Real, comprar garrafas grandes de vinagre de vinho, para fazer conservas, numa época em que o vinagre de vinho não estava facilmente acessível como hoje.
Vem esta introdução a propósito do primeiro número deste pequeno jornal de propaganda designado «Val do Rio», enviado pelo correio para a casa dos clientes, onde se divulgavam os produtos e preços e a que se acrescentavam algumas curiosidades e até pequenas receitas. Uma espécie de «Dica da Semana» dos dias de hoje, publicado pela primeira vez em Julho de 1948.
Podemos ver pela lista dos produtos que então, para além dos vinhos, havia uma série de artigos de mercearia, que estendiam já o seu âmbito de venda.
Embora este primeiro número seja de 1948, na introdução é enaltecida a acção destes estabelecimentos no período entre as guerras de 1914 e 1939, em que existiam dificuldades de abastecimento ao público de produtos de primeira necessidade.
Numa época de difícil aquisição de géneros alimentícios as lojas dos Estabelecimentos Val do Rio orgulhavam-se de terem iniciado um sistema de senhas e de capitações, posteriormente desenvolvidos pela Intendência Geral dos Abastecimentos, que só viria a ser criada em 1943.
As chamadas «senhas de racionamento» seriam resultado da acção desta instituição, numa tentativa de reduzir as bichas de compras de alimentos e racionalizar a sua distribuição, de acordo com o agregado familiar.
Memórias perdidas de que aqui se recupera uma pequena parte.

terça-feira, 8 de março de 2011

Uma ementa de Carnaval

Hoje é 3ª feira de Carnaval e por coincidência, encontrei  agora este folheto da Casa Almeida & Oliveira, Lda. Designada "A Casa do Carnaval", existe desde 1889. Situada em Lisboa, na Travessa de S. Domingos, 8 a 14, ainda hoje vende objectos para Carnaval, fogos de artifício, artigos para os Santos Populares e adornos de Natal.
Neste folheto podemos encontrar os objectos à venda em 1972. Lá estão as inevitáveis máscaras para crianças e adultos, os saquinhos de arremesso, os globos com caras cómicas, as pistolas de plástico para água ou para água de colónia, os bonés e chapéus de fantasia, etc.
Mas o que me chamou à atenção foi o capítulo dos “Doces” e o dos “Alimentos diversos”.
Aqui lhes deixo uma amostra da extensa variedade.
Um tipo de brincadeira inofensiva que vai caindo no esquecimento.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Natal com Licor Natal

 
O meu poste natalício comemorativo deste ano é com o anúncio do «Licor Natal».
Em 5 de Setembro de 1932 entrava na Repartição da Propriedade Industrial um pedido da empresa “Salgado & Martins, Lda” para registo da marca «Ginjinha Popular». No ano seguinte, em 27 de Maio de 1933, era passado o Título de Registo do Nome de Ginjinha Popular, firma comercial portuguesa com sede na Rua Eugénio dos Santos, 61.
 
Ainda hoje lá existe o estabelecimento, onde no interior se pode ver um reclame publicitário à casa. Embora mantenha o nome foi transformada em café.
Durante anos a Ginjinha Popular vendeu, para além da ginjinha, vários licores, entre os quais o aqui apresentado «Licor Natal».
Nos anos 60 a casa «Ginjinha Popular» foi comprada pelos proprietários da vizinha «Manteigaria Londrina» e entregue em exploração a dois sócios. A sociedade não correu bem e, nos anos 70, já só restava um dos sócios de nome Adolfo. Foi nos anos 70 que aí foi admitido o sr. Alípio Ramos que me forneceu muitos dos dados que consegui apurar. Hoje é proprietário da Frutaria Bristol, sobre a qual falarei um dia destes.
O sr. Alípio recorda ainda a venda de capilé, groselha e salsaparrilha vendida ao balcão, à caneca, misturada com soda. Nessa altura já não existia o Licor Natal. Embora ainda se vendesse ginginha e outros licores, a produção já não era própria mas adquirida à firma José d’Oliveira Salgado, Lda, que ainda produz a Ginja Rubi.
Interior da Ginjinha Popular vendo-se um dos sócios actuais
 O Licor Natal ganhou um primeiro prémio para licores, isto é, uma Medalha de Ouro, cuja imagem ostentou depois na garrafa, numa exposição Industrial que teve lugar na FIL, em data que não sei precisar (finais dos anos 60?).
É provável que este licor tenha dado a ideia para a realização de um outro licor, neste caso de banana, vendido em garrafa de vidro pintada, com o feitio do Pai Natal. Foi comercializada pela firma Caldeira Ldª, de Lisboa e dela apresento este exemplar que tive a sorte de encontrar.
Um Feliz Natal para todos, mesmo sem Licor Natal

domingo, 5 de dezembro de 2010

Cartazes Publicitários: O Rei do Bacalhau

Inicio hoje uma rubrica sobre cartazes publicitários, relacionados com alimentação ou bebidas e  que se encontram ainda dispersos pelo país.

Começo com o «Rei do Bacalhau», loja situada na Rua do Arsenal, em Lisboa.
Muito própria para a época natalícia.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pérolas Publicitárias. "Casa dos Fogões e Candeeiros"

A Casa dos Fogões e Candeeiros é também conhecida pelo nome dos seus fundadores Américo Roldão e Tarquínio Caldeira, que deram início à empresa há cerca de 75 anos.

A Casa Roldão e Caldeira situa-se na Baixa, na Travessa Nova de São Domingos nº 28 e começou por ser um ponto de venda e distribuição dos produtos fabricados pela Casa Hipólito de Torres Vedras.


O cartaz publicitário colocado no exterior da loja mostra-nos um desses produtos, um fogareiro a petróleo. Outro produto comercializado com êxito foram os candeeiros de iluminação, igualmente a petróleo.
Com o apareceimento do gás associaram-se à Casa Hipólito para a distribuição do primeiro fogareiro a gás fabricado em Portugal, denominado Lusogás, que a viria a ser adquirido pela Cidla.


Hoje a loja modernizada mantém-se na mão dos descendentes.

Felizmente perdurou na sua fachada o cartaz publicitário que apresentamos, para nosso deleite.

(Informações recolhidas em http://roldaoecaldeira.com/)

sábado, 22 de maio de 2010

Os Açores na Baixa de Lisboa

Ir à Baixa é cada vez mais um prazer. Felizmente passou de uma zona relativamente morta, após o incêndio do Chiado, para uma zona da cidade cada vez mais movimentada. É verdade que muitos dos locais que recordávamos foram fechando, mas agora existem lojas novas, que se vão descobrindo ao passear pelas ruas.
Hoje fui à Baixa com um propósito: visitar uma loja que vende produtos açorianos.

Desci o Chiado, bebi uma cafézinho na Bénard e passei pela Rua Anchieta para ver os alfarrabistas que expõem na rua todos os sábados.
Aproveitei e fui à Loja da Catarina Portas, a Casa Portuguesa, que fica na mesma rua. Logo ao lado a Bertrand abriu agora aquilo que chama um “outlet”. O espaço é interessante, mas os livros têm como único atractivo serem baratos. A qualidade foi esquecida. Penso que a estratégia tem que ser outra. Pode passar por venderem livros manuseados mais baratos ou fazer outro tipo de promoções. Como está vai tornar-se num espaço morto.

Desci depois o Chiado e na Rua do Ouro visitei a Ourivesaria Sarmento que abriu agora um espaço expositivo modernizado, para comemorar os 140 anos de existência. O Rodrigo Sarmento mostrou-me a loja renovada. Têm agora na parte interior da loja uma exposição de joalharia moderna de autor e quadros actuais, a par da colecção de pratas da própria ourivesaria.
Fui depois à Loja das Águas, do José Marques, uma loja cheia de curiosidades e objectos de coleccionismo, onde não resisti e comprei um quebra nozes, que mostrarei dentro de algum tempo.
Finalmente cheguei ao Espaço Açores, que fica na Rua de S. Julião, 58. A loja pertence aos proprietários da Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos, que são responsáveis, entre outros, pela produção do Licor de Maracujá Ezequiel, que existe desde 1936.
Uma amiga tinha-me dito que tinha lá comprado uma carne dos Açores óptima e queria experimentar. Acabei por comprar muitas outras coisas, em parte por iniciativa própria, mas também ajudada pela empregada, que é eficientíssima e simpática.
Costumava encomendar chá dos Açores, mas agora já posso comprar a variedade Orange Pekoe do Porto Formoso, que é aquela que mais gosto. Mas se preferirem têm também o chá preto e o verde da Gorreana.
Comprei uma caixa de doces «Espécies de S. Jorge», com um cheiro intenso a erva-doce e um aspecto tão antigo que parecem saídos de um quadro da Josefa de Óbidos. Não resisti e comprei também uma manteiga saborosíssima e queijos de S. Jorge e de S. Miguel. Mas existem outros em alternativa. Comprei também “ananás bébé” que tem metade do tamanho dos que estamos habituados, sendo-me garantido que eram mais saborosos. Logo ao jantar vou confirmar quando os comer acompanhados por morcela dos Açores, frita às rodelas, como me foi sugerido pela vendedora.
Comprei também atum em azeite, linguiça regional do Pico e massa de pimentão. Esta vou utilizá-la amanhã para fazer migas à alentejana, que aprendi a fazer na semana passada numa aula de Culinária no Hotel Refúgio da Vila, em Portel.
Mas há muito mais, como podem constatar quando visitarem este espaço que recomendo. Porque o que é nacional é bom.