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quinta-feira, 3 de março de 2016

BiblioAlimentaria em Coimbra

Inaugurou-se no dia 4 de março na Universidade de Coimbra, a Exposição BiblioAlimentaria, de livros de culinária, integrada no programa da Semana Cultural desta Universidade.
 
Esta iniciativa é acompanhada por várias palestras sobre esta temática, como se pode ver no programa apresentado.
Nota: A comunicação “Neveiros, gelo e frigoríficos” terá lugar no dia 18 e não no dia 15 de Março.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Exposição «Varinas de Lisboa. Memórias da Cidade»

Milly Possoz
Termina já no dia 24 de Maio a exposição sobre esta figura feminina tão representativa da cidade de Lisboa e que está presente no Museu da Cidade, agora designado Museu de Lisboa, no Palácio Pimenta.
Tapeçaria com desenho de Mário Dionísio
Chegadas à capital no final do século XIX percorriam as ruas da velha Lisboa vendendo o peixe que descarregavam das traineiras do Tejo.
Os seus pregões e a sua imagem permanecem na memória de quem as conheceu.
Desenhos de oleados de canastras
Pessoalmente recordo a admiração pelo equilíbrio da grande canastra sobre a cabeça e os oleados de plástico amarelo pintados, de formas variadas, que forravam o interior da canastra. Serviam para manter o peixe fresco e protegiam as varinas da água, ao mesmo tempo que as diferenciavam e mostravam o seu gosto estético.
A exposição, que foi também uma homenagem às varinas ainda vivas, é extremamente diversificada e interessante.
Ficam algumas imagens e o aviso de que se forem rápidos ainda podem visitar a exposição que termina já no próximo domingo. Não percam!  

sábado, 2 de maio de 2015

Uma lancheira de design

 Este objecto de design designa-se «Lunch Book» que se traduz por lancheira, uma instituição nos Estados Unidos, agora cada vez mais frequente em Portugal, trazendo de volta os anos do Estado Novo.
Na realidade «lancheira», que é sinónimo de «merendeira», aplica-se aos cestinhos ou caixas destinadas a levar a comida. Os americanos usavam caixas de lata, com uma pega, com desenhos de cores, sobretudo destinadas às crianças. Na minha infância lembro-me de um cestinho onde eu levava para a escola o lanche, uma vez que, como o nome indica, a isso se destinavam.

Hoje é usada como sinónimo de marmita, que na altura se destinava aos adultos para levarem o almoço para o trabalho. Com a nossa imprecisão de linguagem as duas palavras tornaram-se sinónimos, embora o não sejam. Quando muito a marmita vai dentro da lancheira, o que é verdadeiro sobretudo se pensarmos que hoje as lancheiras se transformaram em mochilas ou outros sacos do género.


A grande diferença no que respeita às marmitas está contudo nos modelos. Antigamente usavam-se caixas de alumínio ou esmalte, empilhadas e fixas por molas, enquanto agora são em plástico, coloridas e mais atractivas. E ganharam estatuto. As pessoas já não se importam de comer da marmita.

Voltemos à razão deste poste: a lancheira que é da autoria de Alessandro Garlandini e Sebastiano Ercoli e que ganhou o 1º prémio na competição para o tema na  Expo Milan 2015.
«Lunch Book» é um livro de receitas feito com pratos de papel que pode ser usado para comer durante a exposição. Cada prato, feito em papel 100% reciclável,  mostra uma receita de um diferente país.

A Expo Milano 2015 é uma exposição internacional que inaugura hoje (dia 1 de Maio) e se extende até 31 de Outubro. Os seus organizadores esperam que seja o maior evento sobre alimentação já realizado. Com uma área expositiva enorme , sob o tema Feeding the Planet, Energy for Life, serão mostrados os avanços tecnológicos e as preocupações a discutir vão no sentido de garantir alimentos seguros, suficientes para a população e que respeitem o planeta. Que mais se pode pedir?

Estarão presentes 140 países e espero que Portugal seja um deles. Eu infelizmente não vou estar e não vou ter acesso a esta «Lunch Box», um objecto efémero, que pessoalmente não seria capaz de utilizar e iria guardar como uma fina peça de porcelana.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Põe o ovo a galinha põe

Aparelho eléctrico para escalfar ovos
Sob esta designação está presente no Centro de Artes Culinárias uma pequena exposição dedicada à galinha e ao ovo.
Aproveitando a época da Páscoa, tão associada ao ovo, porque não falar no sua progenitora: a galinha (não, não é o coelho). 
Procurando na literatura infantil descobri que de todos os animais a galinha é das menos representadas (o mesmo não se podendo dizer do galo).
Este livro descobri-o só agora e é uma história de amor entre a galinha e o galo, escrita por Mário Gonçalves que embora não esteja datado, deve ser da década de 60.
Se puderem vão visitar o Mercado de Santa Clara e aproveitem para ver a exposição de pratos que se mantém e que vale a pena.

sábado, 11 de outubro de 2014

Exposição: "Vamos pôr tudo em pratos limpos"

Já inaugurou a exposição sobre pratos no Centro de Artes Culinárias, em Lisboa. A entrada é livre.
Não deixem de ir ver algumas interessantes amostras deste tema infindável e curioso.

domingo, 31 de agosto de 2014

O Espírito dos Licores


A exposição já acabou e tudo isto está agora dentro de armários. Ontem contudo recordei-a quando me chegou às mãos este filme feito pela Ana Raquel Bispo, filha de uma vizinha minha, que visitou a exposição, gostou e teve este trabalho enorme de a filmar.  As condições não eram as ideais porque o Centro de Artes Culinárias, onde esteve a exposição, tem telhado de vidro e reflecte a luz nas vitrinas. 
Ao longo do filme a autora vai lendo os textos de apoio que completavam a informação. O resultado acho que ficou bom demais para não ser divulgado, até porque muitos dos amigos acabaram por não ver a exposição. Obrigada Ana Raquel.

terça-feira, 20 de maio de 2014

As Artes Culinárias na Lusofonia


 Vai inaugurar na 5ª feira dia 22 de Maio, às18,30 horas, no Centro de Artes Culinárias, uma exposição sob o tema referido.
Compareçam para ver a exposição ou numa das múltiplas actividades que vão acompanhar a exposição e de que daremos notícias.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O espírito dos licores. A exposição e o livro

Para completar a exposição sobre licores que está presente no Centro de Artes Culinárias, intitulada  «O Espírito dos Licores. Arte e Tradição» vou fazer uma palestra no domingo, dia 2 de Fevereiro às 15,30.
Falarei sobre a ideia inicial, que desencadeou a exposição, e sobre o livro «Licores de Portugal (1880-1980)» que a completa.
No final teremos uma degustação de ginjinha de Alcobaça feita pela firma MSR. Apareçam!


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O licor, uma bebida de Natal

É verdade que se foi perdendo esta tradição de beber licores na época natalícia. 
A grande excepção encontra-se nos Açores onde está bem vivo este costume chamado «O menino mija?» e onde as pessoas vão visitar os seus amigos e familiares repetindo esta pergunta. É uma ronda onde se vão provando os licores caseiros ou industriais regionais e se aproveita para desejar as Boas Festas.
No resto do país foi-se perdendo o hábito de associar estas bebidas à época natalícia. Mas que este existiu é-nos provado por várias manifestações materiais, desde a forma das garrafas, aos rótulos e à publicidade.
Mostro-lhes alguns exemplos como a garrafa em forma de casa, a cuja porta o pai Natal bate para oferecer os presentes.
Foi desenhada por Adolfo e Rocha em 1955 e encontra-se na forma não pintada ou com pintura manual onde são realçados todos os pormenores incluindo a neve.
Uma outra forma popular de garrafa era a do próprio Pai Natal que existe em várias versões e de que já apresentei em anos anteriores um exemplo. 
Algumas distinguem-se pela pintura que identifica o produtor, enquanto noutras essa identificação era feita apenas através de um rótulo colocado nas costas.
Por ultimo mostro-lhes uma garrafa do Licor Natal, de forma cónica, que está ilustrada num cartaz publicitário em que o próprio Pai Natal viaja numa dessas garrafas e que eu reproduzi em postal.
Espero que gostem. Servem para eu lhes desejar Boas Festas e lembrar que a exposição onde estão estas garrafas e  outros objectos deste tema vai estar no Mercado de Santa Clara até Fevereiro de 2014.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lançamento do livro «Licores de Portugal (1880-1980)»

Para os amigos a quem ainda não enviei convite e para os outros leitores do blog aqui fica o convite.
Aproveitam e vêem a exposição que estou a organizar com o material que, para este fim,  fui reunindo ao longos destes últimos anos, a que se juntam peças da associação As Idade dos Sabores. 
Lá os espero.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Exposição «O Espírito dos Licores. Arte e Tradição» no CAC

 
Este é um pré-aviso para disponibilizarem o fim da tarde de dia 7 de novembro para a inauguração da exposição «O Espírito dos Licores. Arte e Tradição» que terá lugar no Centro de Artes Culinárias, no Campo de Santa Clara.

Ao mesmo tempo será feito o lançamento do meu livro «Licores de Portugal (1880-1980)».

Sobre os dois temas falarei com mais calma proximamente e, é claro, estão todos convidados.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A batedeira Rührfix Original

  
Na revista German Exporter de 1957 aparecia publicitada a batedeira Rührfix como sendo a ideal para a dona de casa para a preparação de natas batidas, maionese, claras de ovos, massas, etc.
O modelo original era em plástico com a tampa em baquelite, mas nesta data existia já com o copo em vidro. 

A parte superior permitia, retirando o manípulo, fazer sumo de laranja e, presumo, que a peça mais pequena se podia inserir na abertura superior e fazer sumo de limão. Na tampa, uma parte mais elevada em forma de rim, destinava-se a deitar o azeite a pouco e pouco para fazer maionese. 

Esta revista foi editada durante a Feira Internacional de Artes Domésticas que se realizou em Colónia de 6 a 9 de Setembro de 1957 e em que estiveram presentes vários expositores estrangeiros, num total de 80, nenhum deles português, infelizmente.

 Num outro número de 1958 do German Exporter fomos encontrar um outro anúncio ao Rührfix. Desta vez era apresentado um “familiar” do «Original Rührfix», o «Rührfix Handy» de menores dimensões e base oval, destinada a pequenas casas. 

O ano de 1958 foi excepcional para exposições podendo-se registar a Exposição Universal de Bruxelas, simbolizada pelo Atomium, que teve lugar entre 17 de Abril e 19 de Outubro, a Exposição Industrial de Berlim, de 13 a 28 de Setembro e a Feira Internacional de Franckfurt de 7 a 11 de Novembro. Era neste tipo de exposições que se apresentavam os novos aparelhos domésticos e os modernos electrodomésticos, numa época em que as preocupações com a tecnologia doméstica estava ainda no auge.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Exposição "Comeres Nómadas" no CAC

Sob esta designação genérica inaugura-se no Centro de Artes Culinárias (CAC) uma exposição com objectos utilizados nos vários tipos de refeições que tem lugar fora do domicílio e que implicam transporte de comida.
Poderão ser vistos objectos usados pelos trabalhadores rurais e citadinos, pelo exército, pelas crianças na escola e nos momentos de deleite, como nos piqueniques.

Para recordar utensílios antigos e descobrir outros. A exposição, como de costume, é no Mercado de Santa Clara, em Lisboa, e inaugura na 4ª feira às 18 horas.

domingo, 28 de abril de 2013

Portugal Gastronómico na Exposição de Paris de 1937

Este folheto desdobrável intitulado «Le Portugal Gastronomique» foi feito para a Exposição Internacional de Paris de 1937. A verdadeira designação desta mostra, de acordo com o tema, foi a de Exposição Internacional de Artes e Técnicas e teve lugar entre 4 de maio e 27 de novembro desse ano.
Os pavilhões dos vários países participantes foram construídos ao longo do rio Sena e representaram projectos dos mais destacados nomes da arquitectura da época, como Alvaar Aalto que desenhou o pavilhão da Filândia e Mallet-Stevens que desenhou o Pavilhão da Electricidade.
Portugal fez-se representar ao mais alto nível com um belo pavilhão de pendor nacionalista, com o projecto do arquitecto Keil do Amaral.

 O edifício com dois pisos, tinha uma sala destinada às colónias, uma exposição de artesanato, uma sala com as descobertas científicas, outra com produtos agrícolas e uma destinada ao Turismo, entre outras. Em frente do pavilhão estavam atracados dois barcos: um rabelo e um saveiro.
A decoração interior esteve a cargo de Carlos Botelho (1899-1982), mais conhecido como pintor, em especial pela sua visão poética da cidade de Lisboa. Mas Botelho era plurifacetado e foi também ilustrador e caricaturista. Foi um dos pioneiros da banda desenhada em Portugal sendo da sua responsabilidade, entre 1926 e 1929, as imagens do ABCzinho.
Trabalhou em várias mostras internacionais.como no pavilhão de Portugal na Exposição Internacional e Colonial de Vincennes, Paris, 1930-1931, no stand de Portugal na Feira Internacional de Lyon, 1935, etc.
A partir de 1937 passou a fazer parte do SPN (Secretariado de Propaganda Nacional), mais tarde denominado SNI (Secretariado Nacional de Informação), juntamente com Bernardo Marques e Fred Kradofler. Foi com estes que trabalhou em vários pavilhões de Portugal, como neste da Exposição Internacional de Artes e Técnicas em Paris, onde chegou a ganhar um prémio.
Com este folheto percebemos que a sua acção foi mais vasta e que participou também no grafismo da propaganda distribuída. Este folheto extraordinariamente bem concebido, com capas a encarnado e verde em que o local do escudo é ocupado por produtos alimentares portugueses, tem a sua assinatura.
O texto é da autoria de Albino Forjaz Sampaio e é uma elegia à comida tradicional portuguesa, descrita por regiões, a começar pelo norte do país. Terminava com um convite desafiador aos estrangeiros, onde dizia que se os portugueses tinham partido à descoberta do mundo em pequenas naus, que esperavam para também eles partirem à descoberta de uma gastronomia quase desconhecida.

Uma visão de Lisboa por  Carlos Botelho
No lado oposto ao texto surgia um mapa de Portugal onde se podiam ver as imagens típicas dos habitantes das várias regiões acompanhados pelos alimentos tradicionais de cada uma delas. As representações, ordenadas e explícitas, onde predominam vários tons de verde e encarnado, são belíssimas. Regozijo-me por ter chegado às minhas mãos um exemplar em tão perfeito estado, que partilho com imenso prazer.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Alguidares para todo serviço

 «Dia 22 de janeiro, pelas 17horas, inaugurara-se mais uma exposição chamada "Alguidares para todo serviço".
Na mesma ocasião, mas pelas 18h, iremos celebrar também o Dia de S. Vicente padroeiro de Lisboa e também da freguesia onde está instalado o CAC. Sendo S. Vicente o patrono dos vinhateiros pareceu-nos uma boa ocasião para partilharmos o vinho feito no CAC com as uvas resultantes do evento Vindima de Portugal, posteriormente pisadas pelos meninos da escola local.
A Junta de Freguesia de S. Vicente de Fora  quis participar nesta celebração convidando a comunidade local a estar presente e irá oferecer uma bela sopa com pão e alguns acompanhamentos. Iremos, assim, partilhar sentimentos, sabores e projectos.»

Transcrevo o texto apresentado pela A Idade dos Sabores

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mostra de Frutos Secos e Passados no CAC

Dia 1 de Novembro

Abrem-se as portas do Centro das Artes Culinárias especialmente para comemorar consigo a tradição da festa de Todos os Santos, também chamado Dia do Pão por Deus ou Dia dos bolinhos.

  • 18 horas- Jacinto Palma Dias, historiador e produtor de figos, fala-nos de figos e territórios, na sua intervenção “Chamem-lhe um figo”.

  • 18h 30m – Rosa Dias - traz-nos a sua experiência no trabalho de valorização e divulgação dos produtos locais.

  •  18h 45m - Isabel Pires, da propriedade agrícola O Disco, em Ferreiras, dá-nos a conhecer e a degustar 8 castas de figos, algumas verdadeiramente raras.
 Para os restantes dias veja o programa no sitío do Centro de Artes Culinárias .

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Exposição de Latas de conserva

Agora que as conservas de peixe ressurgiram como foco de interesse na alimentação dos portugueses o Centro de Artes Culinárias (CAC) teve a sorte de receber de uma associada, Carole Garton, a oferta da sua colecção de latas.

Estão exposta no mercado de Santa Clara e a ela se associam várias iniciativas gastronómicas que as incluem, como showcookings e outras.
Consultem o site do CAC para mais informações.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Exposição sobre lacticínios

É hoje inaugurada no Centro de Artes Culinárias no Mercado de Santa Clara, em Lisboa, uma Exposição sobre Lacticínios.
Aproveite e vá ver objectos pouco usuais relacionados com este tema e comprar lacticínios diferentes.

PS.
Para mais pormenores consulte o site do Centro de Artes Culinárias que está em link.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Errâncias no Laranjal

Começa amanhã dia 27, com inauguração às 18 horas, um novo evento do Centro de Artes Culinárias, no mercado de Santa Clara.
Sob o título «Errâncias no laranjal» associam-se à exposição várias apresentações que, em comum, têm a laranja como vedeta principal.